Militar debate estruturas autoritárias e defende mudanças

No dia 03 de setembro, o programa Justiça e Democracia recebeu Fernando Alcântara de Figueiredo, sargento licenciado do exército brasileiro.

Vítima de perseguições homofóbicas que provocaram seu afastamento das forças armadas, nosso convidado explicou que tudo começou como reação à sua oposição e denúncia de práticas de corrupção nos serviços médicos do exército e de tortura, pondo-se em marcha as arcaicas estruturas de poder.

Leis e regulamentos anacrônicos forjados nos períodos de exceção, aplicados por uma justiça militar desprovida de independência e de imparcialidade, garantem a perpetuação de estruturas hierárquicas, arbitrárias e carentes de sentido republicano e democrático.

Fernando Alcântara aponta que a solução é a retomada de uma proposta que anda meio esquecida, mas de extrema atualidade: A EXTINÇÃO DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO E DOS ESTADOS.

Nosso convidado ainda explicou como o ambiente opressivo das formas armadas contamina a polícia militar, e manifestou preocupação com a atribuição de poder de polícia para as forças armadas.

Assuntos como o serviço militar obrigatório, a subrepresentação das minorias na alta hierarquia militar, e a ditadura militar, também foram abordados.